Dizem que sempre sonhamos, mesmo quando não lembramos. Mas pesadelos são difíceis de esquecer. Por este raciocínio, então, creio que não tive muitos pesadelos, pois lembro apenas de uns dois. Um deles, mais significativo, sem dúvida. Não vou contar os detalhes, porque era ruim. E era com a minha avó. Sofríamos um assalto em casa e ela era maltratada na minha frente. Ainda hoje, certamente, mais de 25 anos depois, não gosto de lembrar. Não que tenha sido uma tortura ou que ela tenha sofrido algum abuso, nada disso, mas não foi bem tratada e isso, para mim, já é e sempre foi aterrorizante.
A partir deste dia, rezei todas as noites para nada de mal acontecer a ela nem à nossa família. Deus tem ouvido minhas preces.
Sempre quando lembro esse pesadelo que tive, recordo como tive medo de que minha avó morresse. A partir daí, passei a rezar todas as noites, para que Deus não a levasse de mim, da nossa família. Rezei assim, com fervor, até entender que, por mais que eu rezasse e desejasse que não, um dia isso iria acontecer. Deus a levaria porque é o curso da vida ser levado (quem dera toda humanidade o fosse por Ele!). Então, mudei minhas orações: pedia para que não fosse logo! Que fosse o máximo de tempo possível, com saúde e bem estar. Deus ouvia minhas preces.
Passaram-se muitos anos. Vovó envelheceu, passou por todas as idades com vigor e alegria. Mas depois dos 95, 96 anos, começou a demonstrar que poderia estar perto a sua ida.
Mais uma vez, alterei as orações. Pedi a Deus e a Nossa Senhora, diariamente, que cuidassem de vovó. Que ela não morresse de uma queda, que ela não morresse de uma doença grave, que ela não sofresse muito antes de morrer...
Sem querer parecer pretensiosa, mas antes, fervorosa filha e cristã, mesmo com saudade e tristeza por esses dias de separação, posso dizer e sentir, agradecida:
DEUS OUVIU AS MINHAS PRECES!
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