sábado, 16 de novembro de 2013

Mensagem de Tia Selene a Vovó Judith


SAUDADES...  SAUDADES...  SAUDADES..

 

Queridos familiares

Mais um ano da morte de mamãe. São 04 anos de muitas saudades e lembranças e a certeza de que ELA esta num lugar melhor que o nosso, velando por nos. Sinto realmente muitas saudades de sua presença física, do seu amor, de seus cuidados. Vi na internet uma mensagem intitulada “Amor, Perda, Partida e Saudades” e resolvi repassá-la para vocês e prestar minha homenagem  a DONA JUDITE, por tudo que ela significou e significa para mim.. Recordo mais uma vez aquele pensamento que diz: "Saudade e o amor que fica'' e  e isso realmente e o que sinto em todos os meus momentos e principalmente hoje, 14 de novembro de 2013. Há poucos dias, organizei num DVD, aquela homenagem que fiz em junho de 2010 (no São João), quando estávamos todos juntos aqui em casa e que na ocasião não consegui colocar em DVD (ficou no computador). E um momento então de recordar com mais saudades  o tempo que ela passou conosco. As copias estão com Claudia e eu gostaria que cada um pegasse a sua .E uma lembrança minha.

AMOR, PERDA, PARTIDA E SAUDADES...


“Falar em perdas é falar em solidão, tristeza, desesperança, medo.”
Quando digo perdas, não estou me referindo apenas aos que morrem, mas a todos que, de alguma forma, nos deixam prematuramente, antes que estejamos preparados.
Um amigo que se muda para longe, um namoro interrompido abruptamente e até mesmo um ente querido que se vai, sempre provoca em nós uma sensação de vazio.
E por que isso? Porque sofremos tanto mesmo sabendo que estas perdas ou partidas inesperadas são inerentes à vida e que, portanto, não podemos controlá-las?
Não saberia responder com precisão as perguntas acima, mas, o que me parece mais coerente é que nunca estaremos prontos para nos acostumarmos com a falta dos que amamos. Por mais que saibamos que a qualquer instante eles nos faltarão, temos sempre a predisposição em acreditarmos que quem nos
ama nunca nos trairia, nos privando de seu afeto, carinho e amor.
Ledo engano.
São justamente aqueles que amamos que mais nos machucam com suas partidas inesperadas.
Vão-se sem aviso prévio e nos levam a
felicidade, a fé na vida, o equilíbrio.
O que fazer então? Não amarmos? Não nos permitirmos gostar de alguém pelo simples fato de que seremos, mais cedo ou mais tarde, deixados para trás na vida, entregues às nossas angústias e remorsos por não termos dito tudo ou feito o suficiente por eles?
Creio que não.
Se há algo na vida que mais nos trás felicidade é sabermos que somos queridos e não seria honesto nos privarmos de tal sentimento por covardia.
Um amor de pai e mãe, o carinho de um amigo ou
afeto de uma relação a dois deve sempre se sobrepujar ao medo da perda.
Porque ela é inevitável; o sentimento, não.  Deve ser exercitado todos os dias de nossas breves vidas.
Ele é o que nos move, nos dá o chão para que possamos caminhar pela vida com a certeza de que, haja o que houver, teremos sempre alguém com quem contar, que nos apoiará mesmo nos momentos em que não tenhamos razão.
Esta deve ser a maior lição deixada pelos que partem sem nos avisar. Lembrar-nos que devemos sempre curtir aqueles que amamos com a intensidade proporcional à brevidade de uma vida.
Porque, quando nos faltarem, saberemos que amamos e fomos amados, que demos e recebemos todo o carinho esperado, que construímos um sentimento que nenhuma perda poderá apagar. Este sentimento transcende o espaço e o tempo, não se limita ao contato físico.
Torna-se parte de nós, impregnado em nossa alma, nos confortando nos dias difíceis, sendo cúmplice de nossas vitórias pessoais, norteando nossa conduta, nos fazendo sentir eternamente amados.
Que me perdoem os físicos, mas, neste caso, acredito sim que dois corpos podem ocupar o mesmo lugar no espaço.
Basta que permitamos sentir a presença dos que amamos dentro de nós, como se fossem parte de nossa alma. Só assim seremos inteiros.
“Aqueles que amamos nunca morrem,
apenas partem antes de nós".
 

Fiquem com DEUS.

Um abraço carinhoso de

Selene

Mensagem de Agradecimento de Mércia a Vovó Judith


Arcoverde, 14 de Novembro de 2013.

 

Amada  voinha.

Agradecimentos

Quero te falar do quanto meu coração é grato a tua dedicação, que a certeza de que teu espírito valoroso prossegue na jornada evolutiva com o  mesmo vigor e amor a todas as oportunidades que a Vida te traz,construindo sua merecida felicidade, que continua ligada a nossa, se faz certeza incontestável.

Voinha amada, hoje a folhinha do calendário que nos rege a conversão do tempo indica que mudaste de dimensão há quatro anos, o que nos levou compulsivamente  a lidar com emoções fortes como a saudade e a invisibilidade, no entanto todas as fragilidades  e dificuldades  decorrente do nosso acanhado modo de perceber e sentir o amor foram carinhosamente e cuidadosamente tratadas por nós,possibilitando as provas incontestes que o sentimento que nos une supera o tempo e o espaço, falando a linguagem que só aqueles que já foram reportados a realidade da temporária separação é obrigado a conhecer para não sucumbir a dor que a ausência física nos impõe.

Hoje quero agradecer por continuar sendo cuidada por sua estima, amparada por sua sabedoria de vida, sim voinha, o sentimento que a une a todos nós adquire forma singular, pois a forma do coração de cada um é única, daí a lição apreendida corresponder  ao entendimento pessoal  e intransferível   que  compõe  o patrimônio integral de cada ser,  cada um percebe com o coração que vibra em si,  todas as percepções são válidas e funcionais.

A tua companhia se revela a cada um dentro do respeito  a suas peculiaridades, sempre procuras a forma de comunicação que toca a alma e acolhe a razão, em nenhum momento se percebe a medida intransigente, falas com a linguagem que o outro entende sem ferir nem assustar.

São tantas as razões para te agradecer...  No entanto vou falar da  quão valiosa é sua presença perto de mim e dos nossos, no entanto vou me permitir falar do bem que me faz ter meu coração acalentado por seu carinho,do  quanto é confortador sentir a tua presença e o teu cheiro justamente nos momentos onde a fragilidade se faz maior e deixo as lagrimas seguir seu curso... Não percebia seu corpo físico quando  assustada escutava a médica informar que Jurandir iria ser transferido para a UTI,mas via com clareza inquestionável o teu espírito se delinear ao meu lado e com os olhos cheios de ternura me dizer de coração para coração:  “Minha filha,é hora de confiar,o melhor está sendo feito!” a tua figura querida e serena  acompanhou a maca que levava  meu filho que em seus olhos assustados refletia o medo mas tentava me deixar calma, vocês adentraram a UTI, enquanto a porta se fechava meu coração  se acalmava ao ver que serenamente seguias com Jurandir, a certeza de que o mesmo está sendo bem cuidado aplacou a minha emoção.nos dias que todos se irmanavam a minha experiência pude ver em cada um o ensinamento que viveste quando fisicamente estavas conosco. A presença do amor tem me sustentado nestes dias, a certeza de que Deus cuida bem do meu filho  e te permite acompanhá-lo,produz em mim a condição necessária  para sentir e  perceber sua amada presença junto de todos nós,  cuidando de cada um com o mesmo desvelo. Outras ocasiões aconteceram com cada um de nós que confirma que sobrevives  a invisibilidade que torna a saudade cruciante, desfazendo todo e qualquer argumento que se faça como se tua presença fosse mero fruto do meu sofrimento e desejo ardente de me agarrar a sofismas todavia avó amada ter seu carinho em todos os momentos me faz acreditar que a vida além da vida não extermina os sentimentos e as relações, o que em verdade nos distancia é o medo do que nos incutem quando apresentam a mudança de dimensão como  o fim de tudo.Com a senhora voinha apreendo que o amor só tem um pouso: A alma.

A alma...  Quanto  podemos quando nos cuidamos e tratamos como ser espiritual guiados e protegidos por Deus,que se faz representar por nossos eleitos. Sim minha avó  serás sempre referencia para mim, que não posso  te agradecer o carinho e a atenção dispensada sempre, que possa Deus me permitir as possibilidades necessárias de  construir a condição  de perceber o amor, derrotando todo e qualquer obstáculo que me faça acreditar em solidão ,que o medo do desconhecido não nos afaste do que é essencial ao coração,a crença no amor de Deus,que só é perceptível com a alma que crer no espiritual adiantando-se as provas  limitantes que nos distanciam  do que guia e convence o materialista. Diversas vezes pude perceber que apesar do discurso espiritualista, aquele que nos diz que a alma sobrevive a matéria, percebi que as ações às vezes denuncia uma postura materialista, justamente por não aceitar a mudança e as conseqüências desta, nos pegamos querendo manter as expressões de amor que limita e que não são mais suficientes a realidade  que se impõe imperiosa, quando  desistimos de nos fixar no que construímos apenas  quando na mesma dimensão , nos permitimos acrescentar as  experiências que nascerão  do que se faz invisível aos olhos e sentidos físicos. Entendi que amar é deixar que a ausência do que é tangível  não nos convença de que o infinito é sinônimo de transitoriedade, que o que é incomensurável  em verdade nasce além dos sentidos declaradamente  reconhecidos  justamente e tão somente por ser de ordem elevada, aquém do que desconhecemos  com os sentidos limitados e crenças extremistas ,onde se é ou não se é... Quando no universo do amor simplesmente se é. Com a certeza de que com a mudança de dimensão estamos nos deparando com a necessidade de ampliar  a percepção  do amor, que adquire a forma da crença que nos alimenta , vem a necessidade de acreditar na continuidade do sentimento além da forma e do espaço que se compartilha, posso te confirmar que os valores do amor justificam a misericórdia do Pai Justo e amoroso que sabe quanto é doloroso  para os que ficam e os que antecedem ao retorno a pátria espiritual a adaptação de uma realidade inquestionável , permitindo assim que o sentimento que nos une transcenda e se aprimore, nos colocando sempre os elementos necessários e adequados  para reconhecer o que me conduziu a admitir que para te encontrar foi e é necessário conectar minha alma a tua na oração dos que amam, confiando que Deus nos permite a resposta que sempre fizermos por merecer, e todo aquele que ama faz o melhor de si mesmo, sendo desta forma ao alcance de todos a construção na medida do amor que cada um possa sentir e construir.Aprendo vovó que com o seu amor a solidão inexiste para nós, que na medida do que tornamos possível sempre haverá o até um dia e não o adeus que jamais se justifica perante as leis divinas. Compreendo também a importância de cada um se construir se respeitando, sem perder-se de si mesmo numa negação ilógica, pois o primeiro ato de quem ama é o respeito aquele que se conquista e deixa conquistar. Que a vida nos brinde com o seu amor e sua presença se faça como sempre a motivação para que cada um cresça e caminhe para a felicidade, estado de alma, que nos aproxima em todos os lugares e espaço sempre sob as bênçãos do Pai Justo e amado.

Sua Serva.

Mel

 

 

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Carta de Mércia a vovó Judith

Em 24 de agosto de 2013


Voinha amada.
 
Neste dia quero te dedicar esta vitória, por mim construída ao longo dos anos que me exigiram o empenho, a coragem e a perseverança para que os acontecimentos que formaram a história deste desafio que responde por  pós graduação em Gestão e Planejamento Escolar acrescente essa bagagem que gradativamente busco otimizar.
Sabes voinha  que a tua amada alma sempre me orientou e com o poder que reside no amor e no exemplo sempre demonstrou que toda e qualquer situação está a nossa altura se nos empenharmos com respeito, perseverança e  responsabilidade todas as nossas ações se tornam possíveis de se obter com o êxito desejado.
Diversas vezes pude constatar que o teu retorno a pátria espiritual comprova que verdadeiramente o laço do amor não se desfaz com o tempo nem a distância, quantas vezes tu me olhavas e sondando minha alma como só quem ama sabe sondar ,dizias a palavra certa,  fazias o gesto apropriado ou simplesmente em silêncio me abraçavas junto ao teu regaço repleto de ternura...
Sim voinha, é na tua fortaleza que me fortaleço. Com sua companhia invisível aos olhos físicos  é que a força do teu amor se  faz perceptível de modo inquestionável,comprovando que o indispensável é invisível aos olhos e perceptível ao coração numa linguagem de alma para alma.
Sou beneficiada por teu amor que me fala da ternura de quem não desiste de si e do ser amado  mas que com flexibilidade aceita as mudanças que a vida naturalmente nos apresenta para que o direito natural que o amor traz nos represente diante do Pai Criador.
Obrigada voinha por todo apoio e sensibilidade ao caminhar comigo e não por mim, incentivando-me a ser curiosa diante da vida e empreendedora diante da existência.
Esta vitória nos representa quando se transforma em fase concluída que longe da estagnação nos acena com possibilidades infinitas de seguir vivendo a vida plenamente.
Sim minha amada e querida voinha, sua fortaleza nos fortalece.
Sua sensibilidade me emociona e ajuda a ser melhor
De todas as lições que estudamos juntas voinha ressalto a tua sabedoria de vida que sempre me diz que tudo passa e que para ser feliz não podemos deixar de nos sentir vivos.
Com você voinha reconheço  a cada dia a minha necessidade de aprender  a gostar cada dia mais, para um dia amar de verdade.
Sempre sua Serva.
Mel

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Homenagem de Tia Selene a Vovó Judith


Queridos familiares e em especial

amados irmãos Solange, Sônia, Solon e Sales

 

A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas. Alguém já disse que ao longo da vida “conhecemos pessoas que vêm e que ficam. Outras que vêm e passam. Outras que vêm, ficam e depois de algum tempo se vão. E existe aquelas que vêm e se vão com uma enorme vontade de ficar.” Assim era mamãe. Amava viver e sua vida se resumiu em amar e servir a todos.

Mamãe teria completado (se estivesse viva) 101 anos no dia 25 de maio de 2013, passado.

Com mamãe aprendi muita coisa. Foi a minha líder. E já adulta, tive a certeza que em mamãe estavam todas as referências de que eu precisava para dar certo na vida. E graças a Deus, deu certo. Digo a vocês queridos familiares, com toda a certeza de minha alma, que se sou o que sou hoje e aqui incluo vocês, meus queridos irmãos Solange, Sônia, Solon e Sales, (sem esquecer Sílvio que também está em outra dimensão com mamãe), se somos o que somos hoje, devemos muito, muito, tudo aquilo que recebemos de nossos pais. Papai partiu mais cedo, teve a sua grande contribuição como PAI, mas mamãe, DEUS permitiu que ela permanecesse conosco, durante 97 anos e meio. Sua vida realmente foi uma dádiva de DEUS e só temos que agradecer todos os dias sobre esse presente valioso. Ela certamente, como dizia o personagem fictício da música Ando Devagar, construiu uma bela e inesquecível história de vida permeada de valores e  mesmo com a sua simplicidade de pessoa, nos deixou um legado de ensinamentos e exemplo de vida, extensivo a todos os familiares e que certamente nortearam as nossas vidas, incluindo os netos e os bisnetos. 

Tinha programado que, juntamente com a homenagem que fiz para Toré na comemoração dos seus 70 anos, faria também uma homenagem para mamãe, mas o medo de me emocionar e chorar bastante, o que certamente aconteceria, não me deu coragem e por causa dessa omissão, fiquei muito frustrada, confesso a vocês Sempre é bom falar de mamãe e eu queria tanto falar. Ela merecia essa minha homenagem, considerando que naquele momento, todos estávamos sentindo a sua falta. Deveria ter feito, independente do medo. Então, resolvi enviar para vocês através desse e-mail, a minha mensagem de saudade, saudade ainda muito presente, saudade ainda muito doída, mas de uma forma mais branda, mais suave, da ausência da presença física de mamãe em mais um nosso encontro familiar.  Mamãe faz muita falta e devem estar lembrados, era ela quem mais vibrava com esses momentos. Aqui, em meu apartamento, na casa de Solange, na Imbiribeira, em Aldeia, quando comemorávamos datas festivas como Natal, Ano Novo, Semana Santa, São João e aniversários, ela era a primeira que se aprontava e aqui em casa, ela não esquecia de trazer na sua bagagem, a sua caixinha de joias e parece que estou vendo a cena: ela sentava no divã e me chamava: “Lena, minha filha, me ajude a colocar minhas joias.” Que saudades daquele tempo!!!! Eu já falei uma vez que comparava mamãe com a figura da galinha e seus pintinhos. Ela se sentia realizada, feliz, quando tinha a sua volta, filhos, netos, bisnetos, genros, noras, amigos e outros familiares, porque mamãe gostava de juntar, reunir, agrupar. Definir Mamãe é muito fácil. Mamãe foi aquela pessoa especial em nossas vidas que irradiava paz, tranquilidade, amor, carinho, cuidados, preocupação com a família, meiguice e tantos outros predicados... Mamãe tinha uma característica: era de pequena estatura e Karla em seu livro muito saudoso, em determinada página ela citou: "Tornava-se perceptível o contraste da pequena estatura de vovó, tão pequenininha, miúda, frágil com a sua fortaleza e grandeza de alma” E não deixa de ser uma grande verdade. Mamãe foi aquela pessoa única e original em nossas vidas. Que saudades’’. Lendo mais uma vez o livro de Karla, eu destaquei uma frase na carta que Tainá escreveu e que expressou realmente o pensamento de todos nós, em relação à mamãe: "PENSAR EM MINHA VÓ JUDITE, ME FAZ QUERER SER UMA PESSOA MELHOR SEMPRE”.E tenho certeza que todos nós gostaríamos de ser como mamãe. A saudade que estamos sentindo é grande, é aceitável e graças a Deus está mais suave e desejo particularmente continuar sentindo-a, e apesar de sua ausência física, porque tenho certeza de que espiritualmente ela está conosco em todos os momentos, eu quero sim, continuar a sentir sua falta e tentar ser uma pessoa parecida com mamãe. Só sentimos saudades, daquilo que foi bom e jamais quero esquecer tudo que passei ao seu lado. E tem mais um detalhe: mamãe tinha uma grande afeição por Toré e o sonho que Karla teve, por ocasião do seu problema de saúde, comprovou com toda certeza que ela onde estiver, continua velando por todos nós. Abençoada mamãe! Descanse em paz e saiba que lhe amamos muito !!!!

Um grande abraço,     Selene

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Parabéns, Vovó Judith!

Seriam 101 anos, no dia 25/05/2013 que passou...
Um sábado! Dia propício para festas e eventos familiares.
Neste dia, jantei no Parraxaxá, com Breno e Rafael. Era um local que, geralmente, vovó ia com seus filhos, no ritual do almoço em família.
Lembrei dela o tempo todo, o dia todo, a semana toda!
O mês de maio é inspirador... mês de vovó, pelo seu aniversário, por ser o mês das mães!
Lembrança viva, diária!
Por volta do dia 15 adoeci. Peguei uma virose que me deixou meio de cama e um tanto fraca durante alguns dias. Sonhei com vovó em TODOS eles. Do dia 15 a 20 de maio. Dia 15 de maio foram sonhos intensos. Lembranças de nossa casa da Imbiribeira e de sua presença entre nós.
Sonhei com todos da família reunidos. E com tia Selene dizendo vim morar com vovó porque Toré apresentava problemas de saúde. Ainda no dia 19/05, o domingo, Judith e tia Selene nos ligam para avisar que estão vindo ao médico com Toré.
Seria vovó querendo nos avisar algo?
Na chegada, alguns sustos. Após exames e consultas, Toré foi internado com suspeita de pedra nos rins. Até descobrirmos, de fato, a razão, a apreensão foi geral. E eu lembrava sempre do sonho de vovó.
Judith veio de Arcoverde para ficar com os pais e no dia 25 de maio, o sábado “dela”, sonhei novamente com vovó.
Dava-lhe muitos beijos e abraços: minha vontade consciente e sempre presente de fazê-los! E entre o cotidiano do sonho, vovó me dizia:
 _Vamos lá à casa de Noemi, buscar um sanduíche que Selene deixou para você, porque ela está indo embora, voltando para casa.
No outro dia, alta de Toré! Tia Selene voltaria para Arcoverde!
Nunca tive sonhos de previsão, mas depois da partida de vovó, com ela, parece que começo a crer que são possíveis de acontecer comigo.
Talvez seja ela querendo nos dizer que ainda está muito perto, e cuidando de todos nós.
Talvez seja uma conexão que, realmente, não se vai com a morte do corpo físico.
Talvez seja uma concessão de Deus à nossa dor de saudade! A Ele agradeço por isso, sempre!
E a vovó também. Por se disponibilizar a estar conosco. Sempre amorosa e presente. Sim, parabéns a vovó, não pelo seu centésimo primeiro ano, que na verdade, não se efetivou em sua estada na Terra, entre nós. Mas por este legado que ela deixou, por ter conseguido ser um ser tão amado, tão referenciado (e reverenciado!) na vida de todos nós. Por se perpetuar em nós, mesmo após algum tempo de sua partida...
E obrigada, por nunca ter nos deixado nem partido de verdade...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

"Acho que se inicia a despedida de uma das pessoas que mais amo nessa vida"

Reconhecimento total nesta fala... que não é minha. Mas um dia foi! Especificamente, por volta de setembro de 2009... Talvez daí, o reconhecimento!
Minha amiga de trabalho começa a se deparar com a possibilidade da partida de sua avozinha. Dor em seu peito, aperto no meu...
Como revisitar estreitas ruelas, com a lembrança de quem já esteve lá, marcando passo a passo, em cada canto tão dolorido.
Sei o que ela sente, sei o que se passa em sua mente...
E mesmo não sendo igual, não há como não me reportar aos meus antigos sentimentos...
Como a vida nos faz solidários, recontando suas histórias com atores diferentes desempenhando os mesmos papéis; com personagens que repetem os mesmos dramas...
Como nos sentimos irmãos pelo reconhecimento do nosso sofrer em outros olhos, em outra alma!

Queria ter palavras de consolo para dar-lhe, amiga.
Mas não as tenho, pois nenhuma funcionou comigo!
Sim, a aceitação da vida e o conhecimento de que é possível a superação, embasadas na fé em Deus e em Seus desígnios, ajuda muito. Ajuda a sobreviver, a não se revoltar, a ter esperança e buscar serenidade.
Mas em nada ameniza a dor, a saudade, o vazio...
Faz-nos conviver com eles de forma harmônica. Mas não a ignorá-los!
Então as palavras ficam pequenas, tornam-se sem sentido... sem efeito.
Talvez um abraço, uma cumplicidade no olhar... uma certeza advinda de minha "sobrevivência", deixe-lhe claro que ela é possível.

Que a esperança permaneça até onde nossa alma desejar.  Mas esse processo (de despedida) que se inicia, às vezes, muito antes dela acontecer de fato, nos ensina a tentar concebê-la e a "ir deixando ir" aquela que, por certo, já cumpriu grande parte de seu papel aqui conosco. E que excelente desempenho apresentou em nossas vidas! E que gratidão perdura em nossos sentimentos sempre, mesmo quando enfim, se efetiva a nossa inevitável separação...
Tantas palavras escritas, e ainda, muito sem ter o lhe que dizer...
Fique com o meu fraterno abraço (de alma!) e com a certeza (e consolo!) de que nossos lamentos são reflexos de uma relação essencial. Que se assim não o fosse, não seria tão sentida...