segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Vovó Judith, dois anos de saudade!!!


Falar em como o tempo passa é recair num chavão de nossas vidas. A todo o momento, percebemos que ele parece correr mais rápido, transformando nossas percepções, intenções e sentimentos. O tempo que tudo cura, que tudo apazigua, que tudo resolve. O tempo que vai deixando marcas, lembranças vividas, memórias cada vez mais embassadas de momentos que se foram. O tempo sábio. O tempo louco. O tempo e suas inúmeras denominações, geralmente pautadas por nossos sentimentos de momento.
Pois bem, o tempo passou, desde aquele dia em que vovó nos deixou... e tem passado em sua velocidade própria, nos fazendo ter a certeza de que ela não está mais aqui. Nossas vidas se readaptando, ganhando novos rumos... E vovó Judith participando de tudo isso de uma forma diferente. Talvez velando e torcendo por nós, de onde quer que ela esteja; talvez em nós, na nossa maneira de lidar e viver (aprendida por toda uma vida ao seu lado); talvez conosco, em nossas memórias, em nossas inspirações. Mas não mais aqui, em presença física, isso é fato!
Antes de começarmos as lamentações por este fato, pensemos em como temos nos saído nestes dois anos. A saudade é grande, porém amenizada pela conformação, pela fé, pelas boas lembranças, pela esperança no futuro, talvez. A saudade permanece, com suas inúmeras formas de se manifestar: olhos marejados ao sentir sua falta; sorriso nos lábios, ao lembrar de seus comentários; tranqüilidade diante das atribulações, ao pensar em seu proceder; generosidade com os outros, ao recordar de seu incessante serviço de amor a todos nós... Vovó permanece em nós, em nossa família, em nossos encontros...como este que ocorreu neste sábado. Ela está em nós, porque somos tudo o que ela sempre representou, somos reflexos do que ela tão bem projetou no mundo.
Sei que a saudade, em muitos de nós, pode ser ainda dolorida. Revigoremos nossas forças! Pensemos em vovó com alegria, com ânimo, com AGRADECIMENTO. Só se sente saudade do que foi bom. E tê-la em nossas vidas foi, realmente, uma grande dádiva de Deus! Pensemos nisso, nesta valiosa oportunidade que todos vivemos, em ser filhos, netos, sobrinhos, amigos, partes da mesma família. Pensemos em seu sorriso tímido, em seus ensinamentos, em sua postura diante da vida. Pensemos em suas histórias conosco, em suas preocupações para o nosso bem...e sigamos confiantes de que ela permanece entre nós.
Hoje é um dia de referência de sua partida. Mas todos os outros são dias de referência de sua permanência em nós. Vamos rezar, vamos pensar em vovó pedindo a Deus sua felicidade eterna e a manutenção da nossa, mesmo na ausência física de alguém que nos foi tão cara e especial. Desejo, mesmo, família, que todos estejam em paz e tranqüilos, com esta perspectiva de saudade e de momentânea separação. E que nossos esforços, hoje, por vovó, sejam de afastar qualquer tipo de lamentação dolorosa, de revolta ou de tristeza desesperada por sua ausência. Ver a todos nós bem é o que, com certeza, ela desejaria, a qualquer tempo, em qualquer tempo e em qualquer dimensão. Façamos, então!