sábado, 30 de abril de 2011

1. Motivo deste Blog:Lembranças da minha Avó Judith

                
 Minha prima Cláudia costuma dizer que “o tempo é o nosso maior amigo e o nosso maior inimigo também”, pois abranda a dor da saudade de quando alguém parte, mas abranda também (ou apaga, mais verdadeiramente dizendo) as lembranças felizes que temos da pessoa. Resolvi tentar ser “estrategista”, driblar o tempo com o registro de minhas memórias. Coisas pequenas que, nestes momentos de saudade, chegam à mente de repente, como um cheiro, uma voz, uma imagem mental... E que causam uma revolução na alma, pois arrancam lágrimas, sorrisos, suspiros de mim. Lembranças que quero ter muito tempo à frente, que quero contar aos meus filhos, espalhar entre outros. Já são fragmentos, eu sei. Partes de uma história muito maior. Mas existem agora e estão tão vivas, nestes momentos de despedida, que resolvi aproveitar.
             Então pensei: vou escrever um livro! Mas não conseguia finalizá-lo, era como se sempre tivesse algo a dizer e não quisesse fechar aquele ciclo, simplesmente parar! Então pensei em um blog. Decidi tentar, vou escrever. Pois resolvi ficar com a parte boa do tempo e tentar fazer com que ele não levasse a parte boa desta relação. Minha avó Judith faz parte de minha vida, de uma maneira tão especial, que nem em uma enciclopédia inteira eu conseguiria definir, descrever ou explicar. Mas vou registrar essas lembranças. Tomara que esse seja um relato de muito tempo, um lugar para onde eu possa correr sempre que algo novo surgir, estimulado por uma nova lembrança. E para onde eu também possa voltar quando sentir que está tudo se esvaindo, para reavivar minha memória.
            Fica, acima de tudo, a impressão na alma. O que sou, como me expresso, meu caráter, meu corpo, meu jeito organizado...são heranças também de minha avó. Dizem que avó é mãe duas vezes. Orgulho-me em dizer que vovó Judith foi, realmente, minha segunda mãe. Mãe cerca de 12.620 vezes, que são, em média, os dias de minha existência com ela, aqui na Terra. Mãe, incontáveis vezes, por esta dimensão de amor que não se mensura e, muito menos, se quantifica. Apenas se sente, se agradece e, por esses dias, se sente muuuita falta...

Um comentário:

  1. Ká, achei a idéia do blog muito boa. Criar um espaço onde todos nós, FAMÍLIA VIDAL, podemos expressar memórias de vovó. Pena que, mesmo morando tão perto, não tive tanto contato com ela, ou simplesmente não lembro do que aconteceu e do que vivemos. Sinceramente, isso me deixa muito triste, pois hoje vejo o que perdi, se não pessoalmente, pedi na memória. Ainda não tive oportunidade de ler o livro, mas como tudo que você faz e pelos comentários que já li e ouvi, tenho certeza que está perfeito. Quero lhe parabenizar, não só pelo feito, mas pela idéia, iniciativa e competência. Um grande beijo Ká.

    Sandro Vidal

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